Tuesday, October 2, 2012

Espedito, por Ricardo Jaime - Coletivo WC - Tira #05


Desenhista paraibano acima do peso e nascido em 1979 em João Pessoa. Quadrinhista desde os 6 anos e profissional desde os 16. Trabalhou por 7 anos como diretor de arte e ilustrador em agências de propaganda na Paraíba. Freelancer desde 2006 resolveu desopilar suas mazelas criativas com um personagem que ama: Espedito – O verdadeiro workaholic!. Criado em 2003 e exposto em um blog desde 2009.

Monday, October 1, 2012

Wolverine Noir, de Stuart Moore e C.P. Smith


Por Flávio Caldas


“O homem é o lobo do homem”. Assim dizia o filósofo inglês Thomas Hobbes que, em sua teoria denominada de “Estado de Natureza”, caracterizava o ser humano em um estado de eterno conflito, onde o alcance da paz se daria apenas através da guerra, do afloramento de seus desejos mais primitivos.  

Quando nos deparamos com um personagem como Wolverine o conceito cai como uma luva, pois nos referimos a um ícone do universo dos quadrinhos com um histórico marcado pela oposição entre o lado humano e o lado animal. Um conflito moral que mexe com suas estruturas a ponto de incomodar o seu estado de sanidade, abrindo precedentes para seu próprio questionamento sobre qual face de sua psique seria a predominante? O homem ou o animal?

A minissérie Wolverine Noir, de autoria de Stuart Moore com arte de C. P. Smith, transporta o personagem para a Nova York de 1937, para ser mais preciso, o bairro de Bowery, região decadente, recheada de tipos marginais e perigosos, um território de uma Nova York já preocupada com questões internacionais que culminariam na segunda guerra mundial.
 
Os conflitos internos referidos acima se fazem mais do que presentes, em uma história que se passa em dois momentos: o primeiro no final dos anos 30, com Logan trabalhando como detetive em um escritório de investigação, tal qual um personagem do saudoso Humphery Bogart, em sociedade com seu parceiro Cão. Logo de imediato, os detetives recebem a visita da sedutora e misteriosa Mariko Yashida, que os contrata para resolução de um caso de seu interesse pessoal, aqui representando a tão famosa femme fatale, uma figura por demais marcante na literatura e nos filmes noir; em um segundo momento, a história é entrecortada por flashbacks da infância do personagem, marcada pela presença de uma pai religioso, duro e incompreensivo. Um outro elemento crucial para a trama neste período temporal é a sua paixão adolescente, representada pela vizinha Rose. Um relacionamento que envolve a concorrência de Cão pela atenção da moça. Todos esses elementos contribuem para sua futura personalidade no dueto homem/animal, ratificando o comportamento do personagem em sua fase adulta.


O avanço da história nos brinda com as versões noir de personagens importantes para a mitologia de Wolverine, como Victor Creed, também conhecido como Dentes-de-Sabre e Yuriko Oyama, a Lady Letal. É uma trama dramática, realista dentro de seu campo de atuação, com uma resolução bela e poética. E grandes momentos da biografia do personagem são homenageados, como as clássicas minisséries Origem (Paul Jenkis, Bill Jernas e Joe Quesada) e Eu, Wolverine (de autoria de Frank Miller nos anos 80).

  Um encadernado recomendadíssimo, acessível para fãs ou não do personagem, seja você parte do grupo de iniciados ou de leitores que não possuem o menor contato como o material original. 



Wolverine Noir
Autores: Stuart Moore(roteiro)e C. P. Smith(arte)
Capa Dura, 104,
Formato 17x26cm
  Editora Panini 
R$ 19,90
Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)



Friday, September 28, 2012

Arte x Trabalho por Thaïs Gualberto - Coletivo WC - Tira # 04








   
Nascida em João Pessoa em 1985, formou-se em Arte e Mídia na UFCG em 2010. Começou a fazer quadrinhos desde que começou a escrever e criou clássicos que ninguém conhece como Bago x Bago da editora Coxo. Mas foi com a criação de Olga, a sexóloga taradóloga que tomou realmente gosto pela coisa.

Thursday, September 27, 2012

Asterios Polyp, de David Mazzucchelli



Por Haula Chaaban


Asterios Polyp é uma viagem sem fim. Digo isso, pois quando terminada a leitura, não é possível parar de pensar com maior profundidade em questões cruciais da existência humana, desde relações e sentimentos até as artes.

A trama começa quando Asterios Polyp, professor de arquitetura altamente metódico e rude - só para citar alguns traços de sua personalidade -, vê sua casa pegar fogo no dia em que completa cinquenta anos. Ele consegue salvar apenas alguns objetos pessoais e, a partir desse acontecimento, resolve viajar pelos Estados Unidos sem um destino específico.

Até então, pessoa acostumada a ambientes intelectuais, com um casamento perfeito e destruído no decorrer da história, Asterios vê-se em uma situação inteiramente nova, marcada por constante aprendizado, vivendo de maneira que nunca imaginou.


Asterios se depara com uma família mística e ao mesmo tempo simples, que lhe dá abrigo e um emprego de mecânico. Começa então uma grandiosa modificação em sua maneira de enxergar o mundo, mas ainda sem deixar de lado seu ceticismo, dando assim um toque bem divertido à trama.


A história é narrada pelo irmão gêmeo natimorto de Asterios e oferece ao leitor uma ampla possibilidade de imersão nos mais complexos sentimentos e situações da vida cotidiana.

A criação de David Mazzucchelli (também conhecido por seu trabalho em Demolidor e Batman: Ano Um), levou dez anos para ficar pronta e consegue, de imediato, sobrepôr-se a qualquer obra já vista nos quadrinhos, mesclando literatura, design e arquitetura, tanto na narrativa densa e inteligente quanto nas formas estilizadas que ajudam a compor as fontes e os balões de fala dos personagens.

Aliás, tanto o estilo quanto o real significado de algumas palavras e frases são difíceis de ser traduzidas em uma obra tão rica, simplesmente porque alguns trocadilhos, em se tratando de um quadrinho tão detalhado gráfica e linguisticamente como este, podem se perder no caminho. Mas o que acontece com a tradução de Asterios Polyp é exatamente o contrário.

O trabalho do editor André Conti e do tradutor Daniel Pellizzari, que estiveram em contato com Mazzucchelli para que a edição fosse traduzida com perfeição, é impecável. Inclusive, o autor só permitiu a tradução depois de conhecer a edição de Jimmy Corrigan que a Quadrinhos na Cia. também lançou por aqui.

Estes infinitos detalhes podem até parecer banais e é ai que está o encantamento. Não são. É tudo tão envolvente que é como se o mundo e suas intermináveis formas de vida, sofrimento e deslocamento estivessem somente representadas ali no papel, sem muito a acrescentar, mas basta um olhar mais atento para que se revelem cores, formas e estilos de grafia e cada desenho e em cada diálogo que, extraordinariamente criados por Mazzucchelli, expressam sentimentos doces, românticos, tristes, raivosos em todas as páginas ou simplesmente uma expressão do conformismo do personagem principal. Está tudo ali, é só ver e enxergar.


A obra também foi vencedora dos prêmios Eisner e Harvey, como Melhor Graphic Novel, além de vencer o prêmio HQMIX, que premia os melhores lançamentos no mercado nacional, como Melhor Desenhista, Melhor Roteirista Estrangeiro e Melhor Edição Especial Estrangeira.

Aos que desejarem, cliquem aqui e leiam as oito primeiras páginas.



Asterios Polyp
Autor: David Mazzucchelli(Roteiro e Arte)
344 páginas » Capa Cartonada 
Formato 19,7 x 26 cm
Editora: Companhia das Letras
R$ 63,00




Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)

Wednesday, September 26, 2012

Os sonhos de Lauro - Coletivo WC - Tira #03


 


Lauro Perazzo


Destinado a um futuro promissor  desde 1987, ano em que nasceu em João Pessoa, mas como o futuro não se torna presente, gasta o seu tempo praticando ilustrações, fotografando e trabalhando como freelancer nessas artes. Uma juventude repleta de espinhas o ajudou a se apaixonar por quadrinhos, filmes e fotografia e desde então é isso que faz.

Tuesday, September 25, 2012

Pinóquio, de Winshluss



 
Por Audaci Jr


A história do boneco de madeira que deseja se tornar uma criança de carne e osso após ganhar vida por uma fada é mais lembrada pelo longa-metragem em animação da Disney de 1940 do que pelo livro do italiano Carlo Collodi (1826-1890), As Aventuras de Pinóquio (1881).
O quadrinista Winshluss (pseudônimo do francês Vincent Paronnaud) deixa de lado vários conceitos da obra infantil – como o nariz que cresce quando o protagonista diz alguma inverdade – para mostrar uma visão bastante livre e adulta em Pinóquio.

 
A liberdade do artista consiste em transformar o garotinho de madeira em uma máquina criada pelo ganancioso Gepeto para fins bélicos. "Pinóquio da Disney foi a primeira animação a que assisti no cinema e tenho uma lembrança muito forte dele", chegou a contar Winshluss à Folha. "Eu adoro esses desenhos antigos, mas eles representam uma visão simplista de mundo e também imperialismo cultural. Meu trabalho consiste em perverter esse universo."
Pinóquio quase não tem texto, mostrando a força de seu enredo nos desenhos. A arte vai mudando de estilos conforme os contornos da trama. O traço vai do underground norte-americano, passando pelas pranchas cômicas de jornais do começo do século 20, até uma veia mais impressionista.

 
O maquiavélico destino de Pinóquio
A ideia do livro original era de passar uma 'moral da história' em cima da disciplina e suas consequências. Por isso, o Pinóquio se 'desfigurava' com um nariz grande quando mentisse ou aparecia orelhas e rabo de burro quando faltasse à escola, entre outras lições para o boneco merecer a condição de ser humano.
O quadrinista francês optou pelo humor negro e o teor mais adulto. Mesclando personagens de outros contos de fadas como Branca de Neve e os Sete Anões e criando outros, o autor vai distribuindo-os ao longo das páginas de forma aleatória, mas que ganham coesão ao longo do enredo.
Das lições de moral do original, praticamente nenhum resquício do enredo sobrevive pelo humor ácido de Winshluss. Além do descaracterizado Gepeto, o único personagem presente de As Aventuras de Pinóquio do Collodi é o Grilo Falante, que encarna a alusão de 'consciência' do pequeno boneco de madeira.

 

No lugar do grilo, uma barata preguiçosa e alcoólatra chamada Jimmy, que, depois de ser expulso do seu cafofo perto do fogão da cozinha de Gepeto, vai se alojar na cabeça do robô.
Procurando pelo cabo da TV na sua nova 'casa', o inseto arranca um fio que 'solta um parafuso' do Pinóquio.
O autômato de guerra abandona seu criador e parte para uma odisseia que envolve violência, sexo, crimes, cadáveres, mendigos, exploração infantil, fanatismo religioso e outras séries de críticas à sociedade atual. "Meu trabalho não é cínico nem nostálgico", afirmou o francês. "Queria falar da minha época, da minha visão das coisas, e não produzir uma adaptação fiel."

 

 
Premiado como Melhor Álbum no prestigiado Festival de Angoulême em 2009, Pinóquio é uma prova de que os quadrinhos autorais podem ter 'moral da história', mesmo que não seja ao público infantil.
Não é só por conta da obra em si que pode ser considerada um dos grandes lançamentos do ano. Pinóquio traz uma edição luxuosa e bem cuidada.


Respeitando as dimensões do formato álbum do original europeu (21 cm x 29 cm), a HQ tem capa dura com detalhes laminados e páginas offset de 280 g/m², gramatura pouco usada pelas editoras (geralmente se observa um terço disso), garantindo também uma impressão acima da média.

O ponto negativo da edição da Globo Livros é não ter uma apresentação e biografia do autor, pouquíssimo conhecido por aqui, a não ser pela sua parceria cinematográfica com a iraniana Marjane Satrapi na animação Persépolis e no filme Frango com Ameixas.

(Matéria publicada no Jornal da Paraíba em 09/09/2012)


Pinóquio
Autor: Winshluss (roteiro e arte)
192 páginas » Capa Dura
Formato 21 cm x 29 cm
Editora: Globo
Preço R$  75 




Previsão de Chegada na Comic House:
27 de setembro de 2012

Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)
 

Thursday, September 20, 2012

O fabuloso mundo de Igor Tadeu - Coletivo WC - Tira #02





Igor Tadeu

Tentou ser desenhista, tentou terminar um curso, tentou fazer sucesso com uma banda, tentou ser rico, tentou mudar-se de sua cidade natal, João Pessoa. Hoje tenta se conformar.

A Comic House vai ao seu encontro

Olá, seguidores da Comic House! Como muitos de vocês devem saber, nossa loja possui um versão virtual (www.comichouse.com.br ), e assim ofer...