Neste primeiro volume de uma aventura em duas edições, o Pato Donald redescobre sua identidade secreta, o DonaldDuplo, que trabalha para uma agência tão secreta que é conhecida apenas como Agência. Seus rivais também são ultra-secretos e conhecidos somente como a Organização.
Na primeira história, Donald é reintegrado à Agência e precisa proteger a vida de um ex-agente e atual maestro de orquestra. Por ter se aposentado, passou pelo Processo BAT - Botão de Apagão Total, no qual toda a memória de ter sido um agente secreto é deletada. O maestro é sequestrado enquanto Donald planeja sua aproximação e então o pato descobre que não está lidando com a Organização, mas com uma ex-agente dupla, que iniciou uma rede de espiões, com o intento de se vingar da Agência.
A segunda história, dividida em três partes, trata de um projeto que pode amenizar os efeitos do aquecimento global no planeta e, para fazer com que o submarino que pode resfriar o planeta chegue em segurança ao seu destino, a Agência monta uma intrincada trama de espionagem e contra-espionagem. Resta saber se não há traidores infiltrados em todo o processo.
DonaldDuplo é inspirado em outras histórias de espionagem, que nos fascinam há tanto tempo. James Bond, citado nesta HQ, inclusive, talvez seja o melhor exemplo e maior inspiração. Além das traquitanas tecnológicas disfarçadas, a aventura de Donald chama a atenção pela preocupação ambiental que carrega, especialmente na segunda história, na qual o agente se envolve com os mais diversos tipos de pesquisadores em seu trajeto, além da própria missão, que visa melhorar as condições do planeta.
As Novas Aventuras de Donald Duplo (Parte 1)
Publicado pela Editora Abril em 2011
Brochura, 13,4 x 19 cm
161 páginas coloridas
R$ 9,95
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Tuesday, May 3, 2011
Monday, April 18, 2011
Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, adaptado por Kyle Baker
A editora HQ Maniacs está lançando no Brasil a coleção Classics Illustrated e, em seu primeiro volume, apresenta a adaptação de Alice Através do Espelho, realizada por Kyle Baker, autor do premiado e ainda inédito no Brasil Homem Borracha. Ele também é responsável pela minissérie O Sombra, publicada em formatinho pela editora Abril.
A história, muitos já conhecem: a garota do vestido azul, de exatamente sete anos e meio, ralha com os filhotes de sua gata, Dinah, e fala a eles sobre a Casa do Espelho. Numa tentativa de ver o que há além do corredor refletido no grande espelho sobre o aparador da lareira, ela acaba atravessando o vidro como se fosse fumaça e encontrando coisas inacreditáveis do outro lado. Inacreditáveis por pura falta de prática da protagonista, de acordo com a Rainha Branca, que diz ser capaz de acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.
A Alice de Baker não foge ao tradicional: loirinha, vestidinho azul rodado com avental branco, como na imagem imortalizada pela Disney. A garota é inteligente, ousada e espevitada, com intencionou Carroll. O diferencial nesta história é que os quadrinhos são exclusivos para as imagens. Os textos ficam de fora, logo abaixo ou ao lado do quadro condizente. De cara, pode parecer confuso, já que a narrativa contém diálogos. No entanto captamos o estilo logo nos primeiros momentos e diferenciar as falas dos personagens se mostra algo simples.
A série Classics Illustrated contará com 30 volumes, muitos inéditos no Brasil, e três deles serão lançados apenas aqui.
Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, adaptado por Kyle Baker
Classics Illustrated Volume 1
Título original: Through the looking-glass
Publicado pela HQ Maniacs em 2010
Capa dura, 21 x 28 cm
52 páginas coloridas
R$ 39,90
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Comic House quadrinhos que não estão no gibi
A história, muitos já conhecem: a garota do vestido azul, de exatamente sete anos e meio, ralha com os filhotes de sua gata, Dinah, e fala a eles sobre a Casa do Espelho. Numa tentativa de ver o que há além do corredor refletido no grande espelho sobre o aparador da lareira, ela acaba atravessando o vidro como se fosse fumaça e encontrando coisas inacreditáveis do outro lado. Inacreditáveis por pura falta de prática da protagonista, de acordo com a Rainha Branca, que diz ser capaz de acreditar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã.
A Alice de Baker não foge ao tradicional: loirinha, vestidinho azul rodado com avental branco, como na imagem imortalizada pela Disney. A garota é inteligente, ousada e espevitada, com intencionou Carroll. O diferencial nesta história é que os quadrinhos são exclusivos para as imagens. Os textos ficam de fora, logo abaixo ou ao lado do quadro condizente. De cara, pode parecer confuso, já que a narrativa contém diálogos. No entanto captamos o estilo logo nos primeiros momentos e diferenciar as falas dos personagens se mostra algo simples.
A série Classics Illustrated contará com 30 volumes, muitos inéditos no Brasil, e três deles serão lançados apenas aqui.
Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, adaptado por Kyle Baker
Classics Illustrated Volume 1
Título original: Through the looking-glass
Publicado pela HQ Maniacs em 2010
Capa dura, 21 x 28 cm
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Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Wednesday, February 9, 2011
[1] Cebola Jovem Especial
O Grande Prêmio
O personagem Cebolinha completa 50 anos de existência e, para comemorar, foi criada uma história na qual ele é o herói. Na edição especial de lançamento de Cebola Jovem, o adolescente de cabelo espetado disputa com os amigos uma corrida espacial. Os personagens se referenciam constantemente a "Tauó¹" e a "Estar Treco²" e realmente: diversos aliens presentes na platéia foram inspirados nesses e em outros filmes de ficção científica envolvendo planetas e galáxias distantes.
A primeira corrida não passa de uma disputa de videogame, travada no arcade do shopping. O vencedor, no entanto, é abduzido e uma missão lhe é concedida: disputar uma corrida em nome da paz no Universo. Esta é uma medida para evitar as constantes guerras que ocorrem entre os mais diversos povos. O juiz é o Lorde Coelhão, que deixou de ser nanico, gordinho e patético para virar um super-robô. Cebola, quando finalmente entende o que está acontecendo, exclama que não pode disputar uma corrida sozinho. Lorde Coelhão traz, então, a Mônica, o Cascão e a Magali para ajudá-lo.
Logo de cara, a turma enfrenta um trapaceiro cuja identidade não está clara e povos pouco amistosos como adversários. Cebola se encanta por uma alienígena que tenta ajudá-los, despertando o ciúme de Mônica. Diferente dos outros mangás da Turma da Mônica Jovem, este é totalmente colorido e ainda conta com o rascunho dos personagens na última página.
¹Star Wars
²Star Trek
Cebola Jovem Especial
n.º1 - O Grande Prêmio
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora/Planet Mangá em 2010
Brochura, 19 x 27,5 cm
96 páginas coloridas
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Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Sunday, February 6, 2011
[2] Turma da Mônica Jovem: O Mundo do Contra
A edição 30 da Turma da Mônica Jovem, que apresenta a turminha do Bairro do Limoeiro já adolescente, contém o final da saga do Do Contra, iniciada no número 29, para provar que o Armadura Dourada faz parte de uma conspiração malígna que quer dominar o mundo.
Clique aqui para ler a resenha da edição 29, que traz o início desta aventura.
Após invadir a casa do Roberto Daniel Júnior, que representa Tonho Estácio/Armadura Dourada nas telonas, conhecer seu dinossauro peludo e enfrentar um suposto guerreiro de Tauó¹, conversa com o ator, descobre que estava certo a respeito do complô e tenta convencer RDJ a acabar com a farsa. Cego pela recente fama, o ator afirma que é herói só no cinema e não fará nada a respeito.
Ao afirmar sua descoberta para o mundo, Do Contra passa a ser visto como um maluco ciumento que inventou uma história absurda apenas para cair nas graças da Mônica. Consequentemente, perde qualquer vantagem que possa ter com ela, que fica bem chateada. O teimoso DC vê, então, que precisa fazer o que sempre fez para reconquistar a confiança da Mônica e do resto da turma: pensar fora da caixa e desafiar a lógica e o senso comum.
Com muito humor e algumas intrigas, este final do arco de história do Do Contra apresenta problemas comuns da adolescência: a insegurança, a curiosidade, a vontade de desafiar o mundo e, ao mesmo tempo, o medo de fazê-lo. Também mostra que o mundo não é maniqueísta, contendo apenas o preto e o branco, o bem e o mal, como o Maurício de Sousa sempre fez muito bem em seus quadrinhos.
¹Referência a Star Wars.
Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra
Parte 2 (Final)
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora/Planet Mangá em 2011
Brochura, 16 x 21,3 cm
130 páginas em preto e branco
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Clique aqui para ler a resenha da edição 29, que traz o início desta aventura.
![]() |
| Índice com o tiranossauro fofo (opinião minha e do Do Contra) de RDJ. |
Após invadir a casa do Roberto Daniel Júnior, que representa Tonho Estácio/Armadura Dourada nas telonas, conhecer seu dinossauro peludo e enfrentar um suposto guerreiro de Tauó¹, conversa com o ator, descobre que estava certo a respeito do complô e tenta convencer RDJ a acabar com a farsa. Cego pela recente fama, o ator afirma que é herói só no cinema e não fará nada a respeito.
Ao afirmar sua descoberta para o mundo, Do Contra passa a ser visto como um maluco ciumento que inventou uma história absurda apenas para cair nas graças da Mônica. Consequentemente, perde qualquer vantagem que possa ter com ela, que fica bem chateada. O teimoso DC vê, então, que precisa fazer o que sempre fez para reconquistar a confiança da Mônica e do resto da turma: pensar fora da caixa e desafiar a lógica e o senso comum.
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| Contra-capa, com Quinzinho e Magali. |
Com muito humor e algumas intrigas, este final do arco de história do Do Contra apresenta problemas comuns da adolescência: a insegurança, a curiosidade, a vontade de desafiar o mundo e, ao mesmo tempo, o medo de fazê-lo. Também mostra que o mundo não é maniqueísta, contendo apenas o preto e o branco, o bem e o mal, como o Maurício de Sousa sempre fez muito bem em seus quadrinhos.
¹Referência a Star Wars.
Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra
Parte 2 (Final)
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora/Planet Mangá em 2011
Brochura, 16 x 21,3 cm
130 páginas em preto e branco
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Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Tuesday, January 25, 2011
[6] As Tiras Clássicas da Turma da Mônica
Volume 6
O sexto volume da coleção que reúne os clássicos da Turma da Mônica apresenta tirinhas originalmente publicadas de 1969 a 1971. A Turminha tinha um rosto mais anguloso, no entanto mais semelhante com o desenho atual do que com o original. As histórias não são como as dos gibis, são tiras com no máximo 4 quadros, majoritariamente humorísticas.
Na época em que foram publicadas, era bem comum a repetição de piadas que deram certo, então podemos encontrar historinhas parecidas, com o mesmo tipo de piada. Como é comum nos quadrinhos da Turma, as tirinhas usam acontecimentos culturais da época para criar alguma história em cima.
Aqui, encontramos menções à Barbarela, uma série de histórias em quadrinhos criada em 1962 por Jean-Claude Forest e adaptada para o cinema em 1968 por Roger Vadim, com Jane Fonda no papel da protagonista; e a Shazam!, que pode tanto ser referência ao Capitão Marvel (da DC Comics) quanto ao livro de Moacy Cirne que fala sobre HQs, lançado em 1970. Como na tirinha a Mônica menciona estar gostando do livro sobre quadrinhos, cuja capa lembra o livro de Cirne, e termina com o uniforme do herói criado em 1939, pode ser uma referência aos dois.
Esses momentos em que a Turma da Mônica chama o leitor para conhecer mais do mundo ao seu redor mostram como o universo do Maurício de Sousa pode ser enriquecedor. Para os mais novos, é legal tanto ver como a "fisionomia" e a personalidade dos personagens mudou através dos anos quanto observar o universo em que estavam inseridos. Os mais velhos, que acompanham as peripécias da Mônica desde o início, gostarão de matar as saudades e reavivar lembranças.
As Tiras Clássicas da Turma da Mônica
Volume 6
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora em 2010
Brochura, 21 x 21 cm
132 páginas em preto e branco
R$ 19,80
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Saturday, January 22, 2011
Mumin, de Tove Jansson
Volume 1
Mumin é um troll branco e fofo, diferente dos trolls de outros livros e HQs (ou dos trolls da internet), que lembra um pouco um hipopótamo. O traço da finlandesa Tove Jansson é leve e delicado, assim como a narrativa, à primeira vista. O volume reúne tirinhas, que abordam temáticas do mundo adulto pela visão ingênua e por vezes infantil do personagem principal.
Mumin e Faro-Fino perseguem objetivos bem comuns na nossa sociedade: família, amor, fama, fortuna. Enquanto Faro-Fino é um pilantrinha adorável, facilmente corruptível, mas que consegue ser perdoado com a mesma facilidade e engenhoso para tramar planos que o tornem rico e popular; Mumin é simples, bondoso até demais, a ponto de não saber dizer não, mesmo que isso o prejudique. Ele quer encontrar sua família, um grande amor e viver em tranquilidade. Seu amigo quer embarcar em aventuras que lhe rendam dinheiro.
Os personagens de Mumin refletem de forma despretensiosa personagens existentes em nossa sociedade, através de situações rápidas, ligadas casualmente umas às outras. Os elementos da narrativa dos quadrinhos, como requadros, são incluídos na história, representando artigos utilizados pelos personagens. Para as crianças, as aventuras dos personagens e suas relações são encantadoras. Já os adultos apreciarão a sátira à sociedade atual e as críticas contidas entre um quadro e outro.
Mumin, de Tove Jansson
Volume 1
Título em inglês: Moomin Book One: The Complete Tove Jansson Comic Strip
Publicado pela editora Conrad em 2010
Capa dura, 21 x 30,5 cm
96 páginas em preto e branco
R$ 40,00
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Tuesday, January 18, 2011
[1] Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra
Que a Turma da Mônica cresceu e esses jovens ganharam a própria série, em formato mangá, você provavelmente já sabe. Os traços mudaram ligeiramente desde a primeira edição, melhorando cada vez mais. Este, no entanto, é um mangá bem brasileiro. O formato de leitura é ocidental e os personagens não perderam os trejeitos da turminha dos quadrinhos originais nas representações de emoções e sentimentos (e aparições chibi) características dos mangás orientais.
A edição 29, O Mundo Do Contra, apresenta o início de uma nova história, dividida em duas partes. Um super-herói de quadrinhos é adaptado para o cinema e sua popularidade estoura a um nível alienante. Roberto Daniel Júnior, ator que interpreta o Tonho Estácio (a.k.a* Armadura Dourada) tem seu rosto estampado em cada esquina da cidade e interfere até nos compromissos da turma, acabando com o ensaio da banda.
Do Contra é o único que apresenta uma crítica ao filme e tenta alertar contra a alienação causada por ele. Somente a Mônica lhe dá ouvidos, não porque concorda com suas idéias, mas porque parece nutrir algum sentimento por ele. É o outro ponto da história. Mônica parece dividida entre dois amores, o Do Contra e o Cebolinha. Ambos gostam dela e têm uma leve rixa um com o outro. Antes de escolher, no entanto, ela convence o Cebolinha a criar um plano infalível para que o Do Contra invada a casa do Roberto Daniel Júnior e procure comprovações de que o filme, na verdade, é parte de um esquema de dominação mundial.
As revistas da Turma da Mônica sempre apresentaram referências do mundo pop. Neste caso, além do Homem de Ferro estampado em praticamente todas as páginas, podemos encontrar participação especial de Pink & Cérebro, menção à famosa marca de guitarras Fender e a diversos outros super-heróis.
*Sigla para "also known as". Em bom português, "também conhecido como".
Turma da Mônica Jovem: O Mundo Do Contra
Parte 1
Publicado pela Panini/Maurício de Sousa Editora/Planet Mangá em 2010
Brochura, 16 x 21,3 cm
130 páginas em preto e branco
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A edição 29, O Mundo Do Contra, apresenta o início de uma nova história, dividida em duas partes. Um super-herói de quadrinhos é adaptado para o cinema e sua popularidade estoura a um nível alienante. Roberto Daniel Júnior, ator que interpreta o Tonho Estácio (a.k.a* Armadura Dourada) tem seu rosto estampado em cada esquina da cidade e interfere até nos compromissos da turma, acabando com o ensaio da banda.
Do Contra é o único que apresenta uma crítica ao filme e tenta alertar contra a alienação causada por ele. Somente a Mônica lhe dá ouvidos, não porque concorda com suas idéias, mas porque parece nutrir algum sentimento por ele. É o outro ponto da história. Mônica parece dividida entre dois amores, o Do Contra e o Cebolinha. Ambos gostam dela e têm uma leve rixa um com o outro. Antes de escolher, no entanto, ela convence o Cebolinha a criar um plano infalível para que o Do Contra invada a casa do Roberto Daniel Júnior e procure comprovações de que o filme, na verdade, é parte de um esquema de dominação mundial.
As revistas da Turma da Mônica sempre apresentaram referências do mundo pop. Neste caso, além do Homem de Ferro estampado em praticamente todas as páginas, podemos encontrar participação especial de Pink & Cérebro, menção à famosa marca de guitarras Fender e a diversos outros super-heróis.
*Sigla para "also known as". Em bom português, "também conhecido como".
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Tuesday, September 14, 2010
Jingle Bela, de Paul Dini
Uma eterna adolescente, apesar dos cerca de 300 anos, e sempre em busca de fama. Esta é a filha do Papai Noel, Jingle Bela. Jing, para os íntimos. Como toda adolescente, ela adora se pendurar no telefone, executar idéias mirabolantes pelas costas do pai (e às despesas dele) e, acima de tudo, se divertir.
Este livro, do mesmo dos desenhos Jovens Titãs, Liga da Justiça, Superman e Batman, reúne histórias da bela loira tentando atingir a almejada fama. Apesar dos seus esforços, os resultados não são muito positivos. Na primeira história, por exemplo, Jing cria uma animação sobre si mesma com bonecos e vende para produtores, que deturpam completamente a história, fazendo com que a garota queira se enterrar num buraco. Quer sentimento mais próprio desta fase da vida?
Nem só de fama vive Jingle Bela. Apesar da ânsia pelos holofotes e frustração por seu pai recusar-se a torná-la mais conhecida, ela é uma boa garota, de coração puro e faz o máximo para ajudar quem pode e, sempre que possível, salvar o Natal, como fez com um batalhão do exército na época da Segunda Guerra Mundial. Chegou a virar mascote pin-up, pintada no nariz de um avião.
Com uma arte leve e divertida, Dini antecipa um pouco o Natal, garantindo deleite e uma pontada de nostalgia com as histórias de Jingle Bela e seus amigos.
Jingle Bela, de Paul Dini
Publicado pela editora PixelMedia/Dark Horse
Brochura.
108 páginas.
Formato: 17 X 29 cm
R$ 20,00
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Disney apresenta: Clássicos da Literatura
Para comemorar os 60 anos da Revista Pato Donald no Brasil, a Disney lançou vinte edições comemorativas, numa série entitulada Clássicos da Literatura. A excelente iniciativa procura tornar o universo da literatura mais familiar para os seus leitores, que são crianças, em maioria.
Cada uma dos volumos contém histórias, algumas já publicadas, outras inéditas, ambientadas em textos clássicos, como Ilíada, Odisséia, Guerra e Paz e Dom Quixote. Boa parte dos gêneros literários é agraciada, de épicos à romances de guerra e ficção científica.
O que a série não é: uma reprodução fiel das histórias, o que não é um aspecto negativo, principalmente se tratando de uma obra voltada para o mundo infantil. No volume 10, Guerra e Paz, por exemplo, por mais que os personagens da Disney assumam nomes dos personagens do romance e alguns trechos se pareçam, a tarefa de Donald é tentar salvar o ouro do Tio Patinhas das mãos tanto dos franceses que estão para invadir a Rússia quanto dos irmãos Metralha, sempre rondando a fortuna do pato sovina. Na mesma edição, há ainda uma adaptação de Crime e Castigo e uma história de 30 páginas, não ligada à um clássico, mas com link com a História, em que o Mickey e o Pateta voltam no tempo para descobrir o mistério de Napoleão: por que ele está sempre com a mão escondida sob o casaco?
O que a série é: fonte de informação e de curiosidade. No começo de cada edição, há uma nota que explica a relação de cada uma das histórinhas com a História ou os textos clássicos. O texto inicial pode funcionar como um trampolim para que, futuramente, o leitor procure a obra original. Ler uma história de personagens já conhecidos pela criança que se passa em um outro mundo ou contexto favorece leituras futuras. Oras, uma vez que se conhece as figuras de Ulisses e de Aquiles ou se tem informações sobre Tróia, presentes no volume 5, está plantada a semente da curiosidade.
Pode ser que o pequeno leitor da Disney não venha a se interessar por todos os originais citados, mas algum certamente vai chamar a atenção.
Capas
Clássicos da Literatura Disney
Lançado no Brasil em 2010 pela editora Abril.Brochura.
Cada edição tem cerca de 160 páginas. São, ao todo, 20 edições.
Formato: 14,7 x 20,7 cm
R$ 9,95 (cada edição)
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