Showing posts with label entrevista. Show all posts
Showing posts with label entrevista. Show all posts

Friday, October 5, 2012

'O Ateneu' no traço de Marcello Quintanilha


Quintanilha
Depois de ter a versão do paraibano Shiko para o romance O Quinze, da cearense Rachel de Queiroz (1910-2003), a coleção Clássicos Brasileiros em HQ mostra O Ateneu, de Raul Pompeia (1863-1895), no traço do fluminense radicado na Espanha Marcello Quintanilha.

Premiado em 2009 como Melhor Álbum no HQ Mix para Sábado dos Meus Amores (Conrad), o quadrinista empresta seus desenhos realistas para a obra naturalista lançado em 1888, época da abolição da escravatura.

O livro conta a história de Sérgio, um menino que é enviado para um colégio interno renomado na cidade do Rio de Janeiro, chamado Ateneu, mantendo os rígidos princípios da aristocracia.



Entrevista


JORNAL DA PARAÍBA - Como partiu o convite para adaptar ‘O Ateneu’?
MARCELLO QUINTANILHA - O Convite partiu da Ática, do editor Fabricio Waltrick. E foi irrecusável pelo fato do livro proposto haver sido O Ateneu, um de meus livros favoritos. 

- Quais foram as dificuldades de adaptação da obra de Raul Pompeia? Quanto tempo durou?
- Eu diria que o principal desafio é o de apropriar-se de um texto alheio e convertê-lo em um discurso pessoal. Todo o processo de realização da história foi de cerca de um ano e meio.
  
- Como você vê essa onda de adaptações literárias, principalmente aqui no Brasil?
- Vejo com certa reserva, na medida em nem sempre é indicado a condensação de longos romances em álbuns de apenas algumas dezenas de páginas. O reduzido número de páginas pode comprometer seriamente as adaptações.

- Como está sua carreira na Europa? Tem algum outro projeto para lançar aqui no Brasil?
- Neste momento acabo de lançar o último numero da serie na qual trabalho em parceria com Jorge Zentner e Montecarlo, Sete Balas para Oxford e é cedo para pensar em novos projetos, principalmente porque foi um álbum que produzi quase ao mesmo tempo em que O Ateneu. Ultimamente tenho trabalhado também com publicidade.
 
(Matéria publicada no Jornal da Paraíba em 03/10/2012)

Para os quiserem conhecer mais sobre o trabalho de Marcello Quintanilha, cliquem aqui



O Ateneu
de Raul Pompeia, adaptado por Marcello Quintanilha
96 páginas » Capa Cartão
Lombada Quadrada » Papel Couchê 
Formato 19,5 x 13cm
Editora Atica
R$ 36,00



Quer adquirir a sua? Entre em contato!
Telefone: (83) 3227.0656
Av. Nego, 255, Tambaú (João Pessoa-PB)




Friday, January 7, 2011

Comic House é notícia no Portal Ampliar PB

Manassés Filho, dono da Comic House, deu uma entrevista ao Portal Ampliar, falando a respeito do nascimento da loja e quais foram as idéias iniciais para a empreitada. Ele também conta o início da sua paixão por quadrinhos, o uso das mídias digitais e as noites de autógrafos. Leia um trecho:
Manassés Filho contou que seu interesse por hq's vem desde a infância e recorda como se fosse hoje quando pediu a tia para comprar a edição da revista Hulk nº42, aos sete anos de idade. “Porém, nesta época até a adolescência, o hábito de ler quadrinhos tinha mais caráter lúdico do que ‘ver’ as entrelinhas”, observou.

Já o interesse em abrir seu próprio negócio, vem da sua filosofia de vida. “Acredito que devemos sempre trilhar pelo caminho de trabalharmos com o que gostamos e como consequência nos sentimos realizados”, argumentou. Ele revelou que na fase do planejamento e escolha de qual rumo tomar, pensou em abrir uma livraria, locadora de filmes ou uma livraria especializada.
Danilo Beyruth e Manassés Filho na noite de lançamento de Bando de Dois.
Para ler a matéria inteira, visite a página do Portal Ampliar: http://www.ampliarpb.com.br/noticia/view/642

Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Telefone: (83) 3227.0656
Email: comichousevendas@gmail.com
Endereço: Avenida Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)
Twitter: @Comic_House

Friday, December 17, 2010

Entrevista com Daniel Galera e Rafael Coutinho

 No dia 16 de novembro, às 19h, aconteceu na Comic House o lançamento do livro Cachalote, desenhado por Rafael Coutinho e roteirizado por Daniel Galera. Numa entrevista para a aluna da UFPB Nathália Gomes, os autores falam a respeito do romance gráfico e dos primeiros contatos com as HQs.



Leia a notícia sobre a Noite de Autógrafos.
Leia a nota sobre o evento.
Leia a respeito do almoço com os autores.


Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Telefone: (83) 3227.0656
Email: comichousevendas@gmail.com
Endereço: Avenida Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)
Twitter: @Comic_House

Thursday, December 9, 2010

Entrevista com Gustavo Duarte (Metrópolis - TV Cultura)


Esta entrevista foi veiculada no programa Metrópolis, da TV Cultura, em 1 de novembro de 2010.

Amanhã e sábado teremos Gustavo Duarte em João Pessoa. Na primeira noite, acontecerá a palestra no Centro de Cultura Zarinha. São 30 vagas. Para se inscrever, mande email para comichousevendas@gmail.com. Na segunda noite, teremos o lançamento de Taxi na Comic House, a partir das 18h. Ambos os eventos são gratuitos e você já pode adquirir seu exemplar de Taxi em pré-venda na loja.

Mais informações sobre o lançamento de Taxi.
Mais informações sobre a palestra.



Noite de Autógrafos com Gustavo Duarte
Lançamento de Taxi


11 de dezembro de 2010, das 18h às 21h.
Entrada gratuita.

Já é possível garantir seu exemplar de Taxi, que está em pré-venda na Comic House.
Formato: 20 x 20 cm, preto e branco
Edição independente
R$ 12,00

Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Telefone: (83) 3227.0656
Endereço: Avenida Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)
Twitter: @Comic_House 


 
Bate-papo com Gustavo Duarte
Abordando mercado editorial, roteiro e produção


Sexta-feira, 10 de dezembro de 2010, às 19h
Centro de Cultura Zarinha
Avenida Nego, 140, Tambaú


Entrada gratuita
30 vagas
Reservas pelo email comichousevendas@gmail.com

Thursday, November 11, 2010

Resultados da conferência com Killoffer


Antes de ir ao Rio de Janeiro para o Rio Comicon, Patrice Killoffer parou em João Pessoa e participou de três dias de eventos. O primeiro deles foi a exposição na Aliança Francesa, no dia 2/11. No dia seguinte, aconteceu o lançamento do livro Quando tem Que Ser, publicado no Brasil pela editora paraibana Marca de Fantasia. Por fim, no dia 4/11, Killoffer despediu-se da capital paraibana com uma conferência, que aconteceu no Zarinha Centro de Cultura.

Killoffer apresontou seu trabalho, falou de sua produção de quadrinhos e trabalhos publicitários realizados para diferentes empresas, inclusive para a Eurostar, empresa de trem que tem a viagem Londres - Paris como a mais famosa da empresa.

Brincalhão, Killoffer mostrou diversas imagens publicitárias que fez mas não foram aceitas pelas empresas, seguidas das que foram aceitas. Também mostrou cenas de outras obras em quadrinhos, desenhos que fez para exposições e falou um pouco de sua vida e dos acontecimentos que influenciaram suas escolhas profissionais. Nos contou sobre o livro Killoffer de Bolso, que foi feito por um amigo, como uma brincadeira, e muitos acreditam ser dele.

Apesar de retratar situações de sua família em seus trabalhos, como em Roupa Suja em Família, uma das histórias de Quando Tem Que Ser, Killoffer não acredita que os quadrinhos funcionem como terapia ou cura para traumas passados, mas que as histórias precisam ser contadas ainda assim, por mais difícil que seja expor os sentimentos. Quando indagado se já enfrentou problemas por retratar relacionamentos com amigos e familiares, Killoffer disse inicialmente que não. Então, lembrou-se de uma namorada finlandesa, que não aprovou algumas situações retratadas e citou que nunca mostrou Roupa Suja em Família para sua mãe, por falar justamente dela.

Killoffer respondeu perguntas sobre o cenário atual da HQ européia e confessou que está em crise, pois os novos talentos são grandes desenhistas, mas lhes falta ter o que contar. Ele acredita que nos próximos anos esta situação deve se alterar, já que isso aconteceu anteriormente. Na década de 1970, por exemplo, apareceram grandes talentos tanto no roteiro quanto no desenho, o que levou o mercado de HQs ao ápice.
Foto de Henrique Magalhães.

O quadrinista francês já teve trabalhos publicados nos jornais Le Monde e El País, não lê webcomics e prefere HQs de ficção às jornalísticas, por achar que o meio não garante a formalidade de que o jornalismo necessita. Seu trabalho mais recente é a série de publicações diárias Killoffer em... nas quais mostra aventuras e desventuras de seu cotidiano e vida profissional.

Killoffer terminou a conferência com uma breve rodada de autógrafos e animadas canções francesas. Veja abaixo algumas das imagens exibidas na palestra e ouça um pedaço da conversa com o autor.

Killoffer canta animadamente no final de sua palestra. Foto de Henrique Magalhães.







Leia mais sobre a exposição na Aliança Francesa.
Leia mais sobre a noite de autógrafos na Comic House.
Leia a resenha crítica de Quando Tem Que Ser, feita por Henrique Magalhães.

Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Telefone: (83) 3227.0656

Endereço: Avenida Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)
Twitter: @Comic_House

Monday, September 20, 2010

Entrevista com Mort Walker, criador do Recruta Zero

Recruta Zero 60 anos
por Renato Felix (editor do jornal Correio da Paraíba)


O exército americano é uma grande piada - ao menos nas tiras do Recruta Zero, um dos mais populares personagens dos quadrinhos, que completa 60 anos este mês. Criação do cartunista Mort Walker, hoje com 86 anos, o soldado folgado e preguiçoso é publicado atualmente em 1.800 jornais ao redor do mundo. E Walker, um dos principais nomes da história das HQs conversou por e-mail com o CORREIO sobre o aniversário.


Mas poderia ter sido bem diferente. Zero (Beetle Bailey, no original) estreou em 4 de setembro de 1950 não como um recruta, mas estrelando uma tira ambientada em uma universidade. Como tal, era claudicante: quando uma tira precisava ser publicada em pelo menos cem jornais para ser um sucesso, Zero chegava a 40 com esforço. Sob o risco de ser cancelada, a Guerra da Coreia acabou sendo motivo para Mort Walker fazer o malandro estudante se alistar.

“O editor de um grande jornal escreveu para o syndicate (que distribui as tiras nos EUA) e disse que Zero deveria se alistar, como todos os jovens da idade dele na América”, conta o quadrinista. “Eu não queria, mas eles insistiram. Foi imediatamente um sucesso e eu comecei a ganhar mais jornais”.


Os militares, evidentemente, torceram o nariz. “No começo, o exército não gostou de me ver fazendo graça deles e não deixou Zero ser publicado nos jornais militares”, lembra Walker. “Então, os leitores deles reclamaram e eles começaram a usar minha tira. E ela se provou tão popular que eles, afinal, me deram um prêmio e houve uma grande parada em minha homenagem no gramado da Casa Branca”.

Começou a surgir uma galeria de outros tipos impagáveis: Zero ganhou a companhia do tão violento quanto infantil Sargento Tainha, do tão molenga quanto vaidoso General Dureza, do inocente Dentinho e outros. “Todos os meus personagens são baseados em pessoas que conheci, com diferentes personalidades”, diz. “Isto mantém os personagens consistentes. Alguns são mais engraçados que outros. Eu gosto do Zero, do sargento e do general. A Dona Tetê (a secretária bonita do general) não é engraçada, mas eu a adoro”.

A tira se mantém em alta com a mesma filosofia e poucas mudanças. “Não acho que ela mudou muito. Tento mantê-la em dia com as mudanças, mas evito comentar assuntos políticos ou a guerra. Zero permanece em treinamento básico, o treinamento simples que cada soldado tem que fazer”, conta Mort Walker, que hoje escreve junto com três colaboradores e faz o lápis de todas as tiras - um de seus filhos, Greg, faz a artefinal.

“Nós passamos nossas ideias para o papel e uma vez por mês nos encontramos para selecionar as melhores”, diz Mort Walker sobre o sistema de criação das tiras do Recruta Zero. “Juntos, temos 120 esboços e usamos cerca de 30 - temos milhares em estoque. É difícil dizer quantas das ideias que uso são minhas, mas gosto de usar meu próprio trabalho, então diria que cerca de metade das que uso são minhas”.

Walker criou outras tiras. A principal foi Zezé & Cia. (Hi and Lois, no original), um derivado com a família de Zero que ganhou vida própria. “Vários quadrinhos americanos fizeram sucesso durante a II Guerra, mas morreram depois. Minhas guerras (Coreia e Vietnã) continuavam e fiquei preocupado se a tira sobreviveria quando acabassem. Foi por isso que criei Zezé & Cia.”.

Hoje, porém, ele não tem mais relação com a tira. “Eu costumava escrever, mas passei para dois dos meus filhos, Greg e Brian, e o filho de Dik Browne (criador de Hagar, o Horrível), Chance. Dik é quem desenhava a tira, escrita por Walker.

Um de seus principais trabalhos é a criação do National Cartoon Museum, em 1974, cujo acervo está atualmente na Ohio State University - um novo museu deve abrir no ano que vem. Ele sempre foi um defensor da valorização da profissão e acha que os quadrinistas são mais respeitados hoje em dia, mas em termos. “Eles não têm qualquer respeito quando syndicates os jogam fora como se não tivessem valor”, afirma.


Entrevista originalmente publicada ontem, 19/09/10, no Caderno 2 do Jornal Correio da Paraíba, do qual Renato Félix é editor.


Comic House quadrinhos que não estão no gibi
Telefone: (83) 3227.0656
Email: comichousevendas@gmail.com
Endereço: Avenida Nego, 200, Tambaú (João Pessoa-PB)
Twitter: @Comic_House

A Comic House vai ao seu encontro

Olá, seguidores da Comic House! Como muitos de vocês devem saber, nossa loja possui um versão virtual (www.comichouse.com.br ), e assim ofer...